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Fonte: Marcelo Bertani / Ag. AL

Memória
A importância do Parlamento gaúcho na resistência à ditadura
10/12/2010 14:48

Presidente da Escola do Legislativo Deputado Romildo Bolzan, editora da publicação, Villa destacou, no lançamento da coletânea "A Ditadura de Segurança Nacional no Rio Grande do Sul (1964-1985) - História e Memória", na tarde desta quinta-feira (09), no salão Júlio de Castilhos, a importante participação da Assembleia gaúcha naquele período conhecido “os anos de chumbo”.

"Além de ter sido uma fundamental trincheira da oposição sediando a resistência à ditadura, o Parlamento realizou duas CPIs vitais- a do caso das mãos amarradas do assassinato do sargento Manoel Raimundo Soares em 1966 e a do sequestro de Lilian Celiberti e Universindo Diaz ocorrido em 1978", salientou ele, ressaltando, também, uma emenda do então deputado Pedro Simon que em 1967 impediu a criação do cargo de vice-governador biônico, acabando com a tentativa de golpe institucional dentro do regime e permitiu que o presidente do Parlamento, Carlos Santos, fosse também o primeiro governador negro em exercício do Rio Grande do Sul.

Direitos Humanos
Outro espaço essencial de resistência do Parlamento, segundo Villa, foi a Comissão de Direitos Humanos presidida deputado Antenor Ferrari (MDB)e criada em 25 de junho de 1980. "Tudo isto está na cronologia da coletânea que, feita de forma sucinta como convém, revela-se extremamente didática e preenche diversas lacunas que existiam no resgate da nossa história, graças a um trabalho qualificado dos pesquisadores que integram a obra", disse ele, ponderando que a cronologia lista ainda todos os 41 deputados estaduais cassados do RS. O primeiro foi Marino dos Santos (da Aliança Republicana Socialista - ARS) em 14 de abril de 1964. Registra também, além dos parlamentares estaduais, os deputados federais do MDB Nadyr Rosseti e Amauri Muller cassados em 1976 e os últimos parlamentares que perderam mandatos no RS, em fevereiro de 1977, os vereadores de Porto Alegre, Glenio Peres e Marcos Klassmann.

Para Villa, revisada e atualizada, a segunda edição da coletânea contempla inúmeros pedidos que a Escola do Legislativo tem recebido, vindos desde bibliotecas públicas até entidades privadas, universidades, órgãos nacionais de pesquisa - mesmo que esteja disponível on line no site da Assembleia para pesquisadores.

O deputado ainda registrou a colaboração do presidente da AL, Giovani Cherini, para a reedição dos quatro volumes e também agradeceu o empenho de toda a equipe da Escola do Legislativo e do parceiro Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFRGS, realizadores do trabalho e aos autores, depoentes, protagonistas e testemunhas dos fatos que embora lamentáveis e de triste memória, devem ser lembrados, sempre que possível, para não deixar prosperar versões que buscam revisar a História.

Imprensa
Villa relembrou tentativas de manipulações como a que um influente jornal do centro do país, fez em 2009 classificando o regime militar brasileiro - entre 1964 e 1985 - como uma “ditabranda”. Ao dizer que era uma ‘ditabranda’, o jornal esquece, por certo, das mortes ocorridas durante a ditadura. Esquece dos milhares que tiveram seus direitos políticos cassados, que tiveram que se exilar, sem contar os torturados nas masmorras do regime. É lamentável que se proceda a uma revisão histórica dessa natureza. O que era negativo passa a ser positivo, dando absolvição àqueles que violaram os direitos constitucionais e cometeram crimes, como o assassinato do jornalista Vladimir Herzog nos porões do Doi-Codi”, rememorando um dos episódios mais emblemáticos da insanidade do sistema, que em 1975 forjou o assassinato de Herzog como se fosse "suicídio" em uma cela do DOI-CODI, de maneira tão inverossímil e surrealista, que desencadeou uma forte pressão da sociedade contra a ditadura.

Villa afirmou que tenta preservar a memória da nossa história, no espaço nobre do Parlamento gaúcho, em que se debate, diariamente, idéias divergentes e convergentes em que aprovamos ou rejeitamos leis. Recordou o Grande Expediente Especial em que saudou a trajetória dos que resistiram à ditadura, dos que lutaram pela anistia e dos que construíram a redemocratização do Brasil.

"Simbolizei a homenagem nas pessoas da Flávia Schilling, do Flavio Koutzii e do Flávio Tavares que, neste período de trevas, estiveram presos em cárceres do Uruguai e da Argentina, caracterizando uma outra face tenebrosa da ditadura brasileira: a de ter celebrado uma parcerias de horror com os regimes ditatoriais do Cone Sul, na chamada Operação Condor", situou ele. "Hoje, nesta instituição que, muitas vezes, se levantou contra o regime de exceção e defendeu a democracia, as garantias constitucionais e as liberdades individuais é um dia para se dizer, em alto e bom som: NÃO à tortura, que violenta e humilha seres humanos, que lastima almas, alucina corações, enlouquece mentes e até leva ao suicídio. Dizer NÃO, para que não se esqueça mas, sobretudo, para que nunca mais aconteça".

Autor: André Pereira
 
 
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